Uma passagem rápida por coisas importantes
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publicado por Mimosa, em 22.09.03 às 10:08link do post | favorito

A pedido de inúmeras famílias - umas mais coleccionadoras de gatos que outras -, faço uma reflexão sobre a violência das crianças ( não sobre as crianças, que isso é um tema demasiado invulgar no nosso país ) e a influência ( ou pseudo-influência como alguns querem fazer acreditar ) que os mass-media poderão ter em tal comportamento.
 Carecendo de alguma base de sustento de foro psicológico e de estatística, afirmo que tenho a certeza que de facto existe essa capacidade de influência.
 
 Assisti há tempos, ao filme/documentário ”Bowling for Columbine” do Michael Moore, que não me trouxe nada de novo, a não ser algumas imagens daqueles atrasados mentais que invadiram o liceu Columbine, porque tinham que cumprir uma Profecia, ou ainda reconhecer ( apesar de não ser novidade ), que os americanos são de facto o povo mais atrasado deste planeta! Para esta afirmação, não preciso de recorrer a nenhum tipo de foro…
 São duas horas de um filme, que demonstra que existem milhões de armas nos E.U.A, o que não preocupa por demasia o realizador. A sua estupefacção reside no facto de, constantemente essas armas servirem para atirar uns sobre os outros. Dá o exemplo do Canadá, que apesar de ter a mesma percentagem de armas por habitante, tem um número brutalmente inferior de mortes provocadas por essas mesmas armas!
 E porquê?…se vêem os mesmos programas, os mesmos filmes, os mesmos desenhos animados…Tenta demonstrar ( não obtendo certezas ) que isto acontece, por causa de uma tradição secular ( talvez mesmo milenar ), de falta de cultura no restringir da violência, e na compra indiscriminada de armas sem razão aparente. Não pelos motivos que, linearmente são apontados como justificação dessa violência: filmes, desenhos animados e revistas com cenas agressivas.
 Ora, contradizendo Moore, afirmo, e porque não há regra sem excepção, que por vezes isso não é bem assim!
 
 O que é que esta merda afinal, tem a ver com gatos??
 Isto passou-se quando tinha 4 anos ( e a partir de agora, aconselho os susceptíveis a não lerem o resto! )…
 Andava a ler umas revistas do Patinhas, que eram do Peninha e do Biquinho ( nunca percebi a generalização de chamar a estes livros de “Patinhas” quando, é este, porventura “o personagem” com menor interesse! ).
 Resumindo:
 
 
 
 o Biquinho tinha um gato – o Ronron – e atirava-o sistematicamente ao ar! O gato, como todos sabem, caía sempre direito, com as quatro patas ao mesmo tempo no chão! Passa um amigo, que ia com o irmão ao colo, e que, ao ver estas habilidades propõe ao Biquinho a troca do gato pelo irmão, ao qual, obviamente, não poderia atirar ao ar. Nisto, o Biquinho explica-lhe que só poderia fazer isto 7 vezes ( o número de vidas do Ronron, obviamente! ). O final da história não sei…
 O que se passou, foi que, logo por azar tinham-me oferecido um gato ( não tinha mais de 2 meses ). Escusado será dizer que o atirei 7 vezes ao ar…e lembro-me perfeitamente que, ele cumpriu a história na íntegra! A não ser o facto de ter partido a espinha, e de o colocar no caixote do lixo, porque o gajo não queria brincar…enfim!Pomenores…
 Se estivéssemos no mundo do Michael Moore, ou no seu país, poderíamos sem dúvida nenhuma, e com justa causa, processar a Disney. Claro, porque o Biquinho é de facto um assassino em potência…pelo menos de gatos, e Disney uma produtora incansável de serial-killers. Sempre desconfiei que o tio Patinhas era o padrinho! E eu soube isso durante duas décadas…
 Mas o meu pai, não tinha tempo para processos, porque andava mais preocupado em me arranjar o último exemplar do “Patinhas” do Zé Carioca – o dealer das favelas brasileiras!


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