Uma passagem rápida por coisas importantes
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publicado por Mimosa, em 17.09.03 às 10:20link do post | favorito

Com alguma humildade (ir)racional mas, com a a consciência de que posso “igualmente” (?) gritar em pró de algo, estreio-me nesta árdua tarefa de blogar num álbum de recordações insofismáveis que espero, um dia poder abrir ( se não tiver “Parkinson” ), e ter a consciência de que já fui parvo.

- Humildemente, porque os intervenientes anteriores colocaram a fasquia um pouco alta para o meu 1,76m ( feito em 99 ),.
-Consciente, porque ainda possuo uma réstia de esperança de não ter ultrapassado a outra fasquia – a da loucura -, que tantas vezes é uma linha invisível aos nossos pés.

E, porque esta loucura é por vezes confundida com excesso de imaginação, proponho-me então “escrever” ( tentar ) sobre este tema, porque gosto de imaginar que ainda não sou louco.

Não existe, a meu ver, maior capacidade de um ser humano, em todas as suas vertentes, do que o poder imaginar! E falo concretamente de uma sobreposição a todos sentidos ( o G5 ), ao grupo dos considerados menores, e mesmo ao de ter de imaginar onde se encontra o “G”...

Escutei atentamente, há umas semanas atrás, que um cego ( que já o era à nascença ) conseguia imaginar a cor do mar, e associar a cor azul a esse elemento...indo no entanto mais longe, ao dizer que distinguia perfeitamente as cores uma das outras. Não me cabe aqui, discutir se realmente isso é verdade ou não, mas uma certeza tenho: ele imagina a cor de uma determinada forma, e associa-a ao mar. E o homem era feliz, apesar de cego!
Uma pessoa que não poderá ver, escutar, andar, falar...se não puder imaginar, a sua vida aí sim, perde completamente o sentido. Percebo porque é que ainda é feliz – projecta que um dia que poderá ver o mar...

Essa imaginação, é feita para o interior, de uma forma que dificilmente conseguirei explicar, ou menos perpetuar em palavras! Mas, quando nos recordamos de algo que se passou, ou de um determinado personagem, facilmente associamos e distinguimos visualmente ( para dentro ), determinados aspectos da paisagem ou dos traços do indivíduo.
Essa imaginação quando feita em esforço de recordar algo, terá a ver certamente com a memória...no entanto, existe aquela ( a meu ver mais interessante ) de tentar conceber/imaginar algo que ainda não se encontra realizado. E esta capacidade, fruto muitas vezes de um trabalho exaustivo ( nem sempre é uma característica inata ao ser ), resulta muitas vezes em algo que só por si não é concretizável! E algo que não é concretizável nos dias de hoje, será no mínimo estranho, visto que, até as piores aberrações ao nível do ser e do mundo, estão a ser praticadas a um ritmo alucinante!

Quero com este paleio, e através da minha imaginação, explicar ( não através do texto - não sou um virtuosista da palavra ...eu é mais lápis ) com pouco... o muito! Com nada...tudo! Com o branco...o preto!Com o lápis...
Para um dia, não me esquecer, quando tudo isto acabar ( ou estiver para... ) que já fui parvo!

(Desenho colocado em Terra à vista e actualmente desactivado)


Não sei se o mundo, os países, as cidades, as casas, as pessoas, o lápis...são bem assim!
Também, o que é que essa merda interessa? São desenhos...e o que interessa é que eu possa continuar a blogar e a ser completamente parvo!


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