Uma passagem rápida por coisas importantes
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publicado por Mimosa, em 29.01.04 às 12:03link do post | favorito

Decidi homenagear um dos frequentadores mais assíduos do Porco, que, pela sua capacidade de síntese, e humor inteligente, nos presenteia frequentemente com frases lacónicas, e que, no contexto em que as profere, roça por vezes o grau do brilhantismo! Esta é obviamente a minha opinião!
Por esse motivo, decidi “imortalizar” ( não é que o gajo esteja para morrer...tenham calma! ) através de um post, o legado que nos deixou nos últimos comentários. É uma espécie de agradecimento a uma pessoa que me consegue “sacar” enormes gargalhadas diárias...e como alguém dizia “não vou competir, contigo fininhO. A tua fama é já universal.”


A QUINTA DO fininh0

“Lá na quinta o asno contente, vivia eternamente. Crescia sem rega porque era chapado.
Á sua volta, o gado novo queria brincar, mas o cabrito berrava porque assim perdia a sua mamada. Ele sabia que, quanto mais a vaca, sua mãe, era ordenhada maior ficava a teta, por isso nem se revoltava muito! Andava com o cio, a vaca...pois o mestre já lhe tinha enfiado o seu dedo macio. Precisava de montada...

Deram por isso, ao boi velho, seu pai, um chocalho novo.Bonito... tal como o papagaio da quinta, que apesar de ser velho, nunca tinha aprendido a falar. Todos tinham um carinho especial por este bicho, apesar da idade...costumavam pensar que “morto por morto, antes a velha ( a mulher do dono da quinta ) que o porco” do pássaro.

Por falar em porco, também existia um, e vários leitões. A pousada dos porcos era airosa, e estes estavam agradados com o seu lar. Os porcos serviam, entre outras coisas para se fazerem tripas, sempre regadas com bom vinho! O mesmo que faz bom sangue. Já o leitão, com vinho, tornava-se menino.
Eram alimentados com bolotas, que estavam guardadas na eira..como quem guardava estrume.

O mestre da quinta cantava, enquanto fazia uns anexos!Boa ia a obra! Entre muitas pessoas que ajudavam, lá andavam o pintor e o trolha, que eram bons para a rolha! Tanto fazia dar-lhes na cabeça, como na cabeça lhes dar! Eles nunca ouviam o mestre! Só queriam vinho com leitão!

Aquelas obras eram intermináveis! Parecia um inferno... Todos ao inferno e o inferno a todos. E já a seguir ao Natal vinha o Carnaval, e a obra tinha que estar pronta! Meus amigos – dizia o mestre - Quando o mal é da nação... nem a poder de sabão. (azul e branco)!

Resumo da história: Alcaide sem alma, ladrões à praça.”

NOTA: Estas são as expressões que recolhi para criar a história, ordenadas segundo o percurso do texto.

Asno contente vive eternamente. Asno chapado crescerá sem ser regado. Gado novo quer brincar. Cabrito que berra mamada que perde. Quanto mais a vaca se ordenha maior é a teta. Dedo macio-fêmea no cio. A boi velho chocalho novo. Papagaio velho não aprende a falar. Morto por morto, antes a velha que o porco. A cada porco agrada sua pousada. Alegrai-vos, tripas, que aí vai vinho. O bom vinho faz bom sangue. O leitão, com vinho, torna-se menino. Quem guarda bolota guarda estrume. Quando o mestre canta boa vai a obra. Pintor e trolha são para rolha. Tanto faz dar-lhe na cabeça como na cabeça lhe dar. Todos ao inferno e o inferno a todos. A seguir ao Natal vem o Carnaval. Quando o mal é da nação... nem a poder de sabão. (azul e branco). Alcaide sem alma, ladrões à praça.


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